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Investigadores do LEAF/TERRA publicam primeiro registo da ferrugem-da-murta ao ar livre na Europa

Estudo conduzido por investigadores do LEAF/TERRA identificou, pela primeira vez na Europa, a presença do fungo Austropuccinia psidii — agente causal da ferrugem-da-murta — em plantas de Myrtaceae cultivadas ao ar livre, levantando preocupações sobre o impacto desta doença na biodiversidade.

Estudo conduzido por uma equipa multidisciplinar de investigadores do LEAF -Linking Landscape, Environment, Agriculture And Food / Laboratório Associado TERRA, LPVVA – Laboratório de Patologia Vegetal “Veríssimo de Almeida” e Centro de Ecologia Aplicada Baeta Neves (CEABN) / InBIO do Instituto Superior de Agronomia, e do CE3C/CHANGE, da Universidade de Lisboa, reporta, pela primeira vez, a presença do fungo Austropuccinia psidii — agente causal da ferrugem-da-murta — em plantas de Myrtaceae ao ar livre na Europa. A deteção ocorreu em vários jardins da cidade de Lisboa.

A ferrugem representa uma ameaça significativa à biodiversidade, a espécies nativas e ornamentais, e às plantações de eucalipto. Por ser um organismo de quarentena, a deteção precoce é essencial para conter a sua propagação e proteger os ecossistemas e atividades económicas vulneráveis.

Myrtle rust caused by Austropuccinia psidii detected in five locations in Lisbon

Supplementary Figure S1. Myrtle rust caused by Austropuccinia psidii detected in five locations in Lisbon, Portugal (38°44’47.8″N 9°10’58.4″W; 38°42’00.9″N 9°12’07.0″W; 38°43’10.2″N 9°09’01.7″W; 38°42’22.6″N 9°12’03.3″W; 38°42’31.3″N 9°11’08.6″W). A. Heavily infected Myrtus communis hedgerow. B-D. Distortion of young shoots and leaves, with bright orange uredinia erupting on the abaxial surface of leaves, stems, and flower pedicels E. Rust symptoms and signs on Lophomyrtus × ralphii ‘Purpurea’. F-G. Artificially inoculated myrtle showing foliar rust symptoms and signs (10 days post-inoculation). H. Urediniospores (scale bar = 10 μm).

Este trabalho reforça a importância da vigilância fitossanitária e da deteção precoce para mitigar a disseminação desta doença emergente e proteger a biodiversidade e os recursos florestais nacionais.

Artigo disponível nas publicações online da APS – The American Phytopathological Society: https://doi.org/10.1094/PDIS-07-25-1433-PDN