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Helena Freitas e Fernanda Rollo (CFE/TERRA) destacam o papel das Reservas da Biosfera como territórios de inovação socioecológica em artigo no Público

As investigadoras do CFE/TERRA refletem, em artigo no Público, sobre o papel das Reservas da Biosfera na transição ecológica, defendendo uma ciência pública, enraizada no território e orientada para a sustentabilidade.

A coordenadora do Centro de Ecologia Funcional (CFE), Helena Freitas, e a coordenadora do Grupo de Investigação “História, Territórios e Comunidades” do CFE, Maria Fernanda Rollo, e membros do Laboratório Associado TERRA, assinam artigo de opinião publicado no jornal Público com o título Cinco por cento da Terra já vive no futuro.

No texto, as autoras destacam que cinco por cento da superfície terrestre corresponde a Reservas da Biosfera da UNESCO — “784 territórios em 142 países, envolvendo mais de 250 milhões de pessoas e cerca de 1,2 milhões de quilómetros quadrados de ecossistemas protegidos”, pode ler-se no artigo. Estes territórios são apresentados como modelos vivos de sustentabilidade, enraizados em ciência, cultura e esperança, onde desenvolvimento humano, conservação da natureza e justiça social caminham juntos.

O artigo surge na sequência do 5.º Congresso Mundial das Reservas da Biosfera, realizado sob o lema “Living together on one Planet”, que reuniu mais de 1200 participantes de 130 países. O encontro assinalou os 50 anos do Programa “Man and the Biosphere” (MaB) da UNESCO e definiu um novo quadro estratégico para a próxima década, com o objetivo de atingir 1000 Reservas da Biosfera até 2035, com especial atenção a zonas urbanas, costeiras e insulares.

“Valorizar as Reservas da Biosfera é celebrar as comunidades que vivem e constroem o futuro todos os dias: agricultores e pescadores, cientistas e professores, jovens e autarcas, todos aqueles que, em 5% do planeta, já provaram que outro modo de habitar a Terra é possível. Já só faltam 95%.”, escrevem as autoras.

Neste texto, Helena Freitas e Maria Fernanda Rollo (CEF/ TERRA) refletem sobre os territórios que já estão a concretizar modelos de desenvolvimento sustentáveis, inclusivos e resilientes — e sobre o papel da ciência como bem público na construção desses futuros. Através de uma abordagem crítica e inspiradora, o artigo destaca a importância da investigação transdisciplinar, da coesão territorial e da valorização do conhecimento como pilares para enfrentar os desafios ambientais e sociais do nosso tempo.

Leia o artigo completo no Público: publico.pt/2025/11/07/ciencia/opiniao/cinco-cento-terra-ja-vive-futuro-2153396