
Repelentes no verão: podem afetar os polinizadores? Investigadores CFE/TERRA esclarecem no Público
No verão, todos procuramos proteger‑nos das picadas de mosquitos. Mas será que o uso de repelentes corporais pode ter impacto nas abelhas e outros polinizadores? A dúvida é comum e foi o ponto de partida para um artigo do Público que contou com o contributo de João Loureiro e Sílvia Castro, cientistas do Centro de Ecologia Funcional (CFE) e membros do Laboratório Associado TERRA.
Os investigadores explicam que os repelentes corporais, como cremes, loções e sprays de uso pessoal, são formulados para evitar picadas, não para matar insetos, pelo que o risco para polinizadores é considerado muito reduzido. A situação muda quando falamos de sprays inseticidas aplicados no ambiente: em jardins, parques de campismo ou zonas exteriores de descanso, estes produtos podem representar um risco maior, sobretudo se forem pulverizados sobre a vegetação.
O tema surge num momento em que o declínio das populações de polinizadores é motivo de crescente preocupação a nível europeu, com fatores como a perda de habitat, o uso de pesticidas agrícolas e as alterações climáticas identificados como as principais ameaças. Os cientistas do CFE/TERRA João Loureiro e Sílvia Castro têm dedicado parte do seu trabalho científico ao estudo das abelhas e de outros insetos polinizadores em Portugal, uma área central para a conservação da biodiversidade e para a segurança alimentar
Artigo completo no Público: “A dúvida: usar repelentes de mosquitos prejudica as abelhas e outros polinizadores?” (publicado a 13 de agosto de 2026): https://www.publico.pt/2026/08/13/azul/noticia/duvida-usar-repelentes-mosquitos-prejudica-abelhas-polinizadores-2179564
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