
Investigador José Xavier lidera delegação portuguesa nas Reuniões Consultivas do Tratado da Antártida em Milão
O investigador José Xavier, membro do CFE e investigador no Marine Research Lab, voltou a representar Portugal nas Reuniões Consultivas do Tratado da Antártida, desta vez como chefe da delegação nacional, na edição que teve lugar recentemente em Milão, Itália.
Desde que Portugal ratificou o Tratado da Antártida em janeiro de 2010 e se juntou ao Comité para a Proteção do Meio Ambiente (CEP) em 2014, esta foi a 12.ª participação presencial do país nas reuniões consultivas. Estes encontros reúnem os países signatários do tratado com o objetivo de articular a ciência com o desenvolvimento de políticas públicas num contexto de cooperação internacional, assegurando o uso pacífico e a conservação do continente antártico.
A edição de 2025 contou com a submissão de 315 artigos científicos e técnicos, dos quais 11 foram da autoria da delegação portuguesa. Estes documentos incidiram sobre temas fundamentais como o ordenamento espacial marinho, a expedição científica portuguesa à Antártida em 2024, as alterações climáticas, biologia, conservação, monitorização ambiental, poluição, bem como a integração de Portugal em projetos e organizações internacionais e ainda educação e sensibilização sobre a região polar.
A delegação portuguesa contou ainda com a participação presencial de Catarina Frazão Santos, investigadora da Universidade de Lisboa, que desempenhou também funções como delegada. A presença portuguesa nestas reuniões, organizadas anualmente, reforça o compromisso nacional com a ciência polar e a proteção ambiental da Antártida.
A delegação de Portugal é formalmente nomeada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), refletindo a estreita articulação entre diplomacia científica, política externa e investigação nacional.
A liderança de José Xavier e o trabalho desenvolvido pela equipa portuguesa foram destacados como exemplos do empenho contínuo de Portugal na promoção de uma governação ambientalmente responsável e baseada em evidência científica no contexto do Tratado da Antártida. Esta participação reafirma o papel ativo de Portugal na proteção de um dos ecossistemas mais sensíveis do planeta, numa altura em que os efeitos das alterações climáticas são cada vez mais visíveis e preocupantes para a comunidade internacional.
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