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TERRA e CHANGE reforçam ligação entre ciência e administração pública na conferência “Science-based Policy Making 2026”

A formulação de políticas públicas eficazes exige uma articulação cada vez mais estreita entre conhecimento científico, necessidades sociais e processos de decisão. Com esse propósito, o Laboratório Associado TERRA, em parceria com o CHANGE – Global Change and Sustainability Institute, organizou a conferência “Science-based Policy Making: Building a Better Future”, realizada a 20 de março, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

O encontro reuniu investigadores, decisores políticos e representantes da administração pública num fórum dedicado ao diálogo estruturado e à transferência de conhecimento, reforçando o papel dos Laboratórios Associados como instituições-chave na ligação entre academia e administração pública.

A conferência contou com intervenções de especialistas de renome internacional. David Mair, do Joint Research Centre da Comissão Europeia, que destacou a importância de processos de decisão ancorados em evidência robusta e em diálogo contínuo com a ciência. Já Henrik Vejre, Professor na Universidade de Copenhaga, trouxe a perspetiva da sustentabilidade, dos sistemas alimentares e da gestão territorial, sublinhando a necessidade de abordagens integradas para enfrentar desafios complexos.

A mesa‑redonda plenária, moderada pela jornalista Aline Flor, reuniu especialistas da academia e da administração pública: Cristina Máguas, professora na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e investigadora do CE3C, com trabalho reconhecido em ecofisiologia vegetal; Helena Freitas, professora da Universidade de Coimbra, membro do TERRA e referência nacional em biodiversidade; Humberto Delgado Rosa, referência nas políticas ambientais  e ex-secretário de estado do ambiente; José Manuel Lima Santos, membro TERRA, professor no Instituto Superior de Agronomia e especialista em economia do ambiente; e Rui Santos, professor na NOVA FCT e investigador em ordenamento do território e políticas públicas. O debate focou‑se em mecanismos para reforçar a transferência de conhecimento, melhorar a comunicação entre setores, definir prioridades e promover colaboração contínua no contexto português.

Durante a tarde, os participantes dividiram-se por cinco painéis temáticos dedicados a desafios estratégicos para o futuro das políticas públicas — Agricultura e solos, Lei do Restauro da Natureza, Pessoas e uso da terra com enfoque no planeamento local e regional, Resiliência climática e energética após eventos extremos e Uma Só Saúde. Estes espaços de discussão permitiram um diálogo direto entre investigadores e técnicos da administração pública, promovendo a identificação de necessidades concretas, o alinhamento de prioridades e a construção de soluções mais informadas e colaborativas.

Entre todos os participantes, a criação de plataformas que consolidem informação científica, administrativa e territorial foi apontada como condição essencial para políticas públicas mais eficazes e adaptativas. 

Uma conclusão transversal: dados integrados para decisões mais robustas

Ao longo de todo o programa, tornou-se evidente que estruturas como o TERRA e o CHANGE desempenham uma função central no ecossistema de políticas públicas: aproximam a investigação das necessidades concretas da administração, promovem a circulação de conhecimento e ajudam a mapear competências científicas relevantes para desafios emergentes. O site do TERRA, que sistematiza e torna visíveis essas competências, é exemplo de como a ciência pode organizar-se para responder de forma mais eficaz às exigências da decisão política.

A conferência “Science-based Policy Making 2026” reforçou o papel do TERRA e do CHANGE como pivots estratégico entre ciência e administração pública, contribuindo para um ecossistema de decisão mais informado, colaborativo e preparado para os desafios do futuro. O Laboratório Associado TERRA continuará a promover espaços de diálogo, a disponibilizar competências científicas relevantes e a apoiar a construção de políticas públicas informadas em conhecimento científico — um compromisso central para a construção de um futuro mais sustentável e resiliente.

A relevância deste evento promovido pelo TERRA e o CHANGE ficou ainda mais evidente ao ser destacado na newsletter “Azul”, do jornal Público, onde a jornalista Aline Flor — que moderou a mesa‑redonda — sublinhou a importância das soluções discutidas no evento e o contributo que estas podem ter para uma gestão mais informada e sustentável do território. Consultar a newsletter “Azul” de 26 de março aqui.

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