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Serra da Estrela integra Rede Mundial de Reservas da Biosfera da UNESCO

A nova designação da Serra da Estrela como Reserva da Biosfera da UNESCO foi sublinhada por Helena Freitas (CFE/TERRA) como um reconhecimento do valor destes territórios para a inovação, a cooperação e a sustentabilidade.

A Serra da Estrela passou a integrar a Rede Mundial de Reservas da Biosfera, uma distinção atribuída pela UNESCO a territórios que conciliam a conservação da natureza com o desenvolvimento humano sustentável. O anúncio foi feito a 5 de junho, durante a 38.ª sessão do Conselho Internacional de Coordenação do Programa Homem e Biosfera (MaB), que decorre no Centro de Convenções Itaipu Roga, em Hernandarias, Paraguai.

Com esta aprovação, Portugal passa a contar com 14 Reservas da Biosfera da UNESCO, reforçando o reconhecimento internacional da qualidade e singularidade dos seus territórios. A Serra da Estrela passa ainda a deter duas designações UNESCO no mesmo território: o estatuto de Geopark Global UNESCO, atribuído em julho de 2020, e agora a Reserva da Biosfera.

A candidatura foi promovida pela AGE – Associação Geopark Estrela, com coordenação científica de Helena Freitas, coordenadora do Centro de Ecologia Funcional (CFE) e membro do Laboratório Associado TERRA.

No seu perfil do Facebook, Helena Freitas sublinhou o significado desta distinção e o papel das Reservas da Biosfera no contexto global. A investigadora reforçou ainda o valor estratégico destas designações, afirmando que representam o “reconhecimento da importância do Programa MaB e do papel das Reservas da Biosfera como territórios de inovação, cooperação e sustentabilidade”. No restante testemunho, sublinhou que estas áreas demonstram a possibilidade de compatibilizar proteção dos ecossistemas com desenvolvimento económico e social, promovendo soluções concretas para desafios ambientais e societais. Referiu também a importância da educação, da ciência ao serviço da sociedade, da diversidade biocultural e da cooperação internacional como pilares que orientam o trabalho da UNESCO.

Helena Freitas concluiu que, num contexto global marcado por desafios crescentes, considera “um privilégio poder contribuir para esta missão e representar Portugal neste espaço de diálogo, conhecimento e cooperação internacional.”

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