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A revista Voz do Campo destacou os resultados do projeto RE‑FEED, uma iniciativa que demonstrou, em contexto real, soluções tecnológicas capazes de transformar resíduos em energia renovável e fertilizante orgânico. O projeto contou com a participação dos investigadores do LEAF/TERRA Rita Fragoso, Miguel Nogueira, Elizabeth Duarte, Luísa Brito, Henrique Ribeiro, António Brito e David Fangueiro.
Os resíduos das explorações agropecuárias – chorumes, restos de culturas e produtos agrícolas não conformes – são frequentemente encarados como um problema: custos de gestão elevados, complexidade operacional e riscos ambientais. O projeto RE-FEED – Renewable Energy Production at Farm Level for Energy Efficiency and Defossilization veio demonstrar que podem ser, afinal, uma oportunidade.
Financiado pelo PRR no âmbito da Agenda de Inovação para a Agricultura 2020–2030, o projeto integrou a Iniciativa Emblemática 11 – Transição Agroenergética. Foi liderado pelo LEAF – Linking Landscape, Environment, Agriculture and Food, unidade de investigação do Instituto Superior de Agronomia (ISA) e do Laboratório Associado TERRA, e envolveu o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), o Instituto Politécnico de Portalegre, empresas do setor agropecuário, florícola e de consultoria energética, e a Federação Portuguesa de Associações de Suinicultores.
O RE-FEED procurou mostrar, em contexto real, que é possível converter resíduos agrícolas em energia renovável e fertilizante orgânico, reforçando a autonomia e acompetitividade das explorações agropecuárias portuguesas. A equipa avaliou diferentes misturas de substratos e determinou o respetivo potencial metanogénico, selecionando a mais eficiente para aplicação à escala piloto.
No texto da Voz do Campo pode ler-se que, o biogás gerado pode ser convertido em eletricidade através de um motor de combustão interna, contribuindo para as necessidades energéticas da exploração. Em alternativa, pode ser purificado para biometano, com possibilidade de injeção na rede de gás ou uso como combustível. O processo produz também um digerido que, após caracterização e higienização – no RE-FEED propõe-se a pasteurização com recurso a energia solar –, pode ser aplicado como fertilizante orgânico seguro, reduzindo a dependência de fertilizantes minerais.
Para saber mais sobre o RE-FEED, consulte o artigo completo na Voz do Campo: https://vozdocampo.pt/arquivo/58379
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DOI 10.54499/LA/P/0092/2020
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DOI 10.54499/LA/P/0092/2020