
© IGOT-ULisboa
Jorge Malheiros analisa na CNN Portugal a crise migratória em Ceuta
Investigador do Centro de Estudos Geográficos (IGOT-ULisboa) e membro do Laboratório Associado TERRA foi convidado pela CNN Portugal para comentar a chegada em massa de migrantes a Ceuta, entre 30 de julho e 1 de agosto.
Entre 30 de julho e 1 de agosto, cerca de 50 a 60 mil pessoas tentaram entrar em Ceuta, a maioria a nado ou contornando as barreiras fronteiriças com Marrocos, naquele que as autoridades espanholas classificaram como um dos maiores movimentos de entrada em massa dos últimos anos. Para analisar as causas e as implicações deste fenómeno, a CNN Portugal convidou Jorge Malheiros, geógrafo, investigador do Centro de Estudos Geográficos (CEG) do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa (IGOT-ULisboa) e membro do Laboratório Associado TERRA.
Na primeira entrevista, Jorge Malheiros alertou para os limites da capacidade de resposta do território. “Ceuta não tem capacidade para lidar com estas dezenas de milhares de pessoas. Evitar tensões vai ser complicado”, sublinhando a pressão que uma entrada desta dimensão impõe a uma cidade de fronteira com recursos limitados.
No dia seguinte, 1 de agosto, foi novamente convidado pela CNN Portugal, onde classificou o que se passou em Ceuta como um “fenómeno extraordinário”: um pico de entrada em massa concentrado em 48 horas, que criou uma situação de pressão enorme sobre quem está a proteger a fronteira.
Especialista em migrações, Jorge Malheiros tem sido uma voz regular no debate público sobre dinâmicas migratórias, contribuindo com investigação científica para compreender fenómenos que, como o de Ceuta, desafiam a capacidade de resposta dos territórios de fronteira e dos sistemas de gestão migratória europeus.
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