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A investigadora do Centro de Estudos Florestais (CEF) e membro do Laboratório Associado TERRA, Joana Amaral Paulo, participou na mesa redonda “A Floresta e as alterações climáticas – Desafios e Oportunidades”, integrada na cerimónia de entrega de prémios da 5.ª edição do Prémio Floresta é Sustentabilidade.
No debate, Joana Amaral Paulo defendeu a necessidade de pensar as florestas de produção como ecossistemas geridos com conhecimento, qualificação e emprego de qualidade, capazes de atrair novamente pessoas para os territórios rurais. “Fala-se muito hoje em dia em restauro ecológico, mas eu gosto muito de pensar no restauro do tecido social. Se as florestas de produção forem pensadas como florestas bem geridas, florestas que precisam de pessoas com conhecimento, pessoas para ocuparem posições de emprego bem remuneradas, isto permite-nos voltar a trazer a pessoas para estas zonas”, afirmou a investigadora.
A investigadora do CEF/TERRA destacou que este caminho exige políticas públicas consistentes, capazes de apoiar a transição para modelos de gestão mais sustentáveis e resilientes. Sublinhou ainda que, embora os impactos das alterações climáticas estejam hoje amplamente estudados, continua a ser essencial que as políticas públicas reconheçam a singularidade das florestas de produção e criem mecanismos de apoio ajustados às suas necessidades específicas.
A cerimónia completa, incluindo o debate, pode ser revista no canal de YouTube do Jornal de Negócios: https://www.youtube.com/live/5irvX4EX5lM?si=mBhzK-nwwhoiYic5
Promovido pela Biond, em parceria com o Jornal de Negócios e o Correio da Manhã, o Prémio Floresta é Sustentabilidade conta já com cinco edições e consolidou‑se como uma iniciativa de referência, reconhecida pela comunidade de produtores, proprietários, investigadores, académicos e pelo público em geral.
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DOI 10.54499/LA/P/0092/2020
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DOI 10.54499/LA/P/0092/2020