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Investigadores de quatro unidades de investigação do TERRA assinam artigo no Público e propõem soluções sustentáveis e coordenadas para enfrentar a invasão da alga Rugulopteryx okamurae que ameaça ecossistemas, turismo e pesca em Portugal.
Membros do Laboratório Associado TERRA publicaram um artigo de opinião no jornal Público sobre um problema que está a afetar várias zonas costeiras em Portugal: a alga invasora Rugulopteryx okamurae. Este organismo, originário da Ásia, está a espalhar-se rapidamente pelas nossas praias, com destaque para os Açores, o Algarve e a região de Cascais.
No artigo “A ameaça (in)visível que se alastra pelas nossas praias”, Paulo Branco, Isabel Sousa, Duarte Neiva, Leonel Pereira e Eduardo Brito-Henriques, investigadores de quatro unidades de investigação TERRA, explicam as características biológicas que tornam esta espécie altamente invasora, bem como os fatores humanos que contribuem para a sua dispersão. Destacam ainda que a sua presença está a causar sérios impactos no ambiente, na economia e até na saúde pública.
Além de prejudicar a biodiversidade marinha, a alga acumula-se nas praias, provocando maus odores e afetando a imagem dos destinos turísticos. Também dificulta atividades como a pesca, o mergulho e o surf, e pode causar reações cutâneas em contacto com a pele. “A presença desta alga não é apenas uma curiosidade científica — trata-se de uma ameaça real aos ecossistemas marinhos, à economia e ao bem-estar social.”, alertam os investigadores.
Face à gravidade da situação, o Estado Português aprovou recentemente a Portaria n.º 270-A/2025/1, que define uma estratégia nacional para a gestão da alga. Contudo, os autores sublinham que a implementação desta estratégia exige uma mobilização efetiva de recursos, equipas e conhecimento científico para travar a propagação da alga e minimizar os seus efeitos: “A participação ativa e contínua da comunidade científica é absolutamente indispensável para aprofundar o conhecimento sobre a biologia desta invasora e desenvolver estratégias eficazes de controlo.”, pode ler-se no artigo.
O TERRA está a acompanhar este problema de perto e a colaborar na sua resolução juntamente com autarquias e empresas. Além de estudar formas de controlo, os investigadores exploram formas seguras de aproveitar a biomassa da alga, por exemplo na agricultura, na produção de bioplásticos ou na geração de energia.
Através de uma abordagem transdisciplinar e integrada, o TERRA reafirma o seu compromisso com a sustentabilidade marinha e territorial, propondo cinco medidas principais:
Este artigo reflete o compromisso do TERRA com uma resposta científica, coordenada e orientada para a sustentabilidade. O TERRA posiciona-se como parceiro ativo na construção de estratégias inovadoras para enfrentar os desafios ambientais emergentes, contribuindo para a resiliência dos territórios costeiros e para a proteção dos ecossistemas marinhos. A invasão da Rugulopteryx okamurae representa uma oportunidade para “transformar este desafio numa oportunidade de inovação, resiliência territorial e sustentabilidade, para evitar maiores riscos”.
O artigo completo pode ser lido em publico.pt.
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DOI 10.54499/LA/P/0092/2020
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DOI 10.54499/LA/P/0092/2020