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Carros estacionados

Estudo de investigadores do CEG/TERRA revela que cor dos carros estacionados influencia o calor urbano

Diário de Notícias destaca investigação conduzida por investigadores do CEG/TERRA em Lisboa que mostra que veículos de cores escuras podem aumentar a temperatura do ar em até 3,8 °C, contribuindo para o agravamento das ilhas de calor urbanas.

A investigadora Márcia Matias, do Centro de Estudos Geográficos (CEG) / Instituto de Geografia e Ordenamento do Território (IGOT) e membro do Laboratório Associado TERRA, concedeu recentemente uma entrevista ao Diário de Notícias a propósito do artigo científico “The underestimated impact of parked cars in urban warming”, publicado em coautoria com António Lopes e Tiago Silva na revista City and Environment Interactions. O estudo revela que os veículos estacionados, especialmente os de cores escuras, têm um papel significativo na intensificação das ilhas de calor urbanas.

A investigação foi conduzida em Lisboa, onde se estima que mais de 700 mil veículos circulem diariamente. A equipa testou dois veículos — um branco e um preto — expostos ao sol durante várias horas, sob temperaturas de verão de 36 °C. Os resultados confirmam que os materiais e cores dos carros funcionam como volumes térmicos ativos, tal como os edifícios, influenciando o microclima urbano e o conforto térmico dos peões. “Pinturas escuras refletem apenas 5 a 10 % da luz solar, absorvendo a restante, enquanto tintas brancas podem refletir até 85 %”, explicou a investigadora Márcia Matias ao Diário de Notícias.

Na entrevista, Márcia Matias sublinhou: “Imagine milhares de carros estacionados por toda a cidade, cada um a funcionar como uma pequena fonte de calor ou um escudo térmico. A cor deles pode realmente mudar a sensação térmica das ruas.”

A equipa prepara agora modelações tridimensionais para simular o impacto térmico dos carros em diferentes condições urbanas e meteorológicas, além de monitorizar parques de estacionamento com e sem veículos para comparar padrões de aquecimento. Estes avanços permitirão mapear zonas críticas de calor urbano e fundamentar políticas públicas de adaptação climática. “Os carros não são apenas meios de transporte, são elementos móveis que alteram o clima urbano e devem ser incluídos nas estratégias para cidades mais resilientes ao calor.”, acrescentou a investigadora ao Diário de Notícias.

Entrevista completa em dn.pt.

Este estudo reforça o compromisso dos membros do Laboratório Associado TERRA em produzir conhecimento aplicado para cidades mais resilientes e ambientalmente conscientes.

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