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A importância económica dos rios e a necessidade de restaurar a sua conectividade estiveram no centro da entrevista do diretor executivo do TERRA no Portugal em Direto (RTP1).
O diretor executivo do Laboratório Associado TERRA, Paulo Branco, foi convidado pelo programa Portugal em Direto da RTP1 para uma conversa sobre os desafios ecológicos que afetam os cursos de água em Portugal. A entrevista decorreu num momento particularmente simbólico: este mês celebra-se o Dia Mundial dos Rios (28 de setembro), e o Governo anunciou recentemente um investimento de 5 milhões de euros para reabilitar 168 km de rios e ribeiras em todo o país.
Durante a entrevista com Dina Aguiar, o diretor executivo do TERRA traçou um retrato preocupante do estado dos rios portugueses, sublinhando que “os rios em Portugal, naturalmente, são sistemas stressados, sistemas afetados, porque o nosso clima é um clima muito exigente”. A escassez de água em várias regiões, especialmente no sul do país, tem sido agravada pelas alterações climáticas, mas também pela ação humana: “nunca como hoje se extraiu tanta água dos sistemas”, alertou, acrescentando que “todas as nossas atividades têm consequências diretas nas linhas de água”.
Paulo Branco também destacou a importância económica dos cursos de água, especialmente no setor agrícola. “Quase 80% da água consumida em Portugal é para agricultura. Sem essa capacidade de regadio, todo o país sofre — sofrem as exportações portuguesas e o tecido económico”, afirmou. Esta dependência reforça a urgência de proteger e restaurar os sistemas hídricos.
Nesse sentido, o Plano Nacional de Restauro foi apontado como uma ferramenta essencial para recuperar os habitats degradados. “Temos de dar prioridade ao aumento da conectividade longitudinal dos rios. Temos de potenciar a conectividade dos sistemas e impedir os problemas de fragmentação”, defendeu o diretor executivo do TERRA.
Além dos benefícios ambientais, o restauro ecológico representa também uma oportunidade económica. “A Comissão identifica que cada euro investido em restauro tem um retorno potencial de 8 a 38 euros”, destacou Paulo Branco, reforçando a necessidade de ativar mecanismos financeiros para concretizar esta transformação.
Ao trazer os desafios dos cursos de água para o espaço público, esta entrevista evidencia o compromisso do Laboratório Associado TERRA com a ciência aplicada e com soluções sustentáveis para os nossos recursos hídricos.
A entrevista completa está disponível na plataforma RTP Play rtp.pt/play.
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DOI 10.54499/LA/P/0092/2020
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DOI 10.54499/LA/P/0092/2020